sexta-feira, abril 08, 2005


Full circle and more

Em catraio, dava uma importância absurda à inteligência e classificava as pessoas pela sua capacidade intelectual. Às crianças muita barbaridade se perdoa e a culpa era, claro, de uma família nuclear competitiva. E com costas largas. Ao crescer aprendeu o valor da lhaneza e da abertura de espírito e deixou-se de crivos redutores.

Nos dias que correm, a vida profissional obriga-o a ensinar licenciados de fresco. A maioria com a etiqueta made in universidade da treta. Em consequência, é a favor duma autorização legislativa que permita a tais estabelecimentos fabricar directamente notas de quinhentos euros, em vez de diplomas. Defende que seria menos prejudicial para a economia do país. Infelizmente, ainda não foi ouvido nos corredores do poder e as fábricas de canudos, por enquanto não autorizadas a cunhar moeda, estampam tontinhos de ignorância confrangedora, que não sabem nem sonham. O inferno dele são os duros de neurónio com pretensões de agudeza.

Amanhã, pelo andar do seu desespero, vê-se – com liberal horror - a pugnar pela eugenia.